Antes de falar sobre a questão do voto feminino no Brasil, acho bom começar a conversa do começo. Só assim a gente pode entender essa história que já tem quase 100 anos.
Galera, guarde esse nome: Celina Guimarães Viana.
Ela foi a primeira eleitora a se registrar no Brasil. A data? 25 de novembro de 1927. A cidade? Mossoró, no Rio Grande do Norte.
No ano seguinte, muitas mulheres seguiram o exemplo da Professora Celina, se registraram e votaram nas eleições municipais de 1928. Mas os votos foram anulados pelo Senado que não reconheceu o direito de votar das mulheres.
Na moral, pra mulher conseguir votar foi uma luta, meu irmão!
A Bertha Lutz foi outra das muitas mulheres que lutaram pelo direito de votar. Ela fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino em 1922 e foi fundamental para a conquista do direito ao voto em 1932, dez anos depois!
Mas o voto feminino se consolidou mesmo, como direito constitucional, somente em 1934. Mesmo assim, não eram todas as mulheres, não! Só podiam votar aquelas que exerciam função pública remunerada. É mole?
Isso só foi mudar com a edição do Código Eleitoral, em 1965, que determinou que todos os brasileiros são, sem exceção, eleitores. O código vigora até hoje, cheio de mudanças e atualizações que aconteceram ao longo de 60 anos.
Agora, se liga nessa! Em 1980, segundo o IBGE, 27,1% das mulheres adultas eram analfabetas. Que louco, meu! Era muita gente! Mas, em 1985, os analfabetos adquiriram o direito ao voto, o que acabou beneficiando esse enorme contingente de mulheres.
Toda essa história é pra você saber que a luta das mulheres pra conquistarem o direito de votar foi dura. E longa!
Demorou quase um século para que elas pudessem escolher, livremente, aqueles que melhor representassem seus desejos, anseios e esperanças.
Chegamos em 2025, véspera de mais uma eleição geral para presidente, governadores, deputados e senadores. E as mulheres tem muito voto, mano! Muito voto! Elas têm mais votos do que os homens.
Só pra você ter uma ideia, o Brasil tem, em média, 52% de mulheres eleitoras, ou seja, 82 milhões de pessoas. Os homens representam 48%. Sente só o peso disso numa eleição!
E não para por aí! Dos 5.558 municípios brasileiros, as mulheres são maioria em 3.432, quer dizer, 62%.
Maceió com 55,3%, Rio de Janeiro com 53% e São Paulo com 52,9% de eleitoras, por exemplo, são os municípios com os maiores percentuais de voto feminino. A fonte é do TSE –Tribunal Superior Eleitoral.
Embora a presença da mulher seja maior do que a dos homens, 52% a 48%, em média, o país ainda é, predominantemente, masculino. Tem mais homens do que mulheres na política e nos cargos eletivos.
Apesar de ter mais mulheres eleitoras, o Brasil tem menos mulheres eleitas do que homens. Dá pra entender?
Dizem os experts que a tendência é mais e mais mulheres concorrerem a cargos eletivos e assim, equilibrarem o jogo.
Porque, se as mulheres, como eleitoras, podem influenciar o resultado de uma eleição, como eleitas elas tem condições de influenciar as relações de poder, participando ativamente das decisões políticas.
Em 2026, a presença feminina no cenário eleitoral brasileiro será ainda maior. Votando e sendo votada.
Você acha que o voto da mulher é relevante e pode influenciar o resultado de uma eleição? ( )Sim ( )Não
Façam suas apostas. As cartas estão na mesa.
(Sua opinião é muitoimportante para nós. Assinale com um X a sua resposta e devolva este texto para novaestratégia@gmail.com.br. )


