Olá! Novas eleições estão chegando, tá ligado? Eleição pra presidente da república, governadores, deputados e senadores.
Então, você está preparado para votar? Está pensando em votar? Acha que votar é um saco?
Se você não fosse obrigado a votar, você votaria mesmo assim?
É muita pergunta, não é? Mas uma coisa é verdade: votar é importante pro país e pra gente.
Muitas vezes a nossa expectativa com a eleição acaba frustrada, os candidatos não correspondem e a gente se pergunta para que votar, é ou não é?
Nos últimos anos, muita coisa mudou no Brasil, inclusive o eleitor. Hoje em dia, a internet, a informação rápida das redes sociais e as muitas falas influenciam muito o eleitor. E também o candidato.
Hoje tanto eleitor quanto candidato são quase entidades virtuais, o contato físico está cada vez mais raro e o olho no olho, o corpo-a-corpo das eleições passadas está ficando para trás. Isso tem diminuído a nossa participação efetiva e afetiva, como eleitores, no processo eleitoral.
Nós estamos sendo alienados do processo porque a eleição está ficando cada vez mais restrita a telas de tevê ou telas de computador ou de celular. É o processo fica muito tecnológico, frio, distante. Tem gente que prefere assim. E você?
E a eleição acaba parecendo prova de múltipla escolha, com a informação fragmentada, truncada, rápida demais, superficial demais e você acaba escolhendo quase que por impulso, inconscientemente, sem dar muita importância à escolha e sem se aprofundar em quem é, de fato, o candidato.
A gente acaba votando em uma imagen e não em conteúdo. Algumas palavras fortes, um e outro apelo popular e pronto! A gente tecla o número daquele candidato que fala o que a gente quer ouvir, mas não faz o que é preciso fazer. Aí, dá ruim!
Fora isso, tem ainda a enxurrada de fake News pra confundir mais ainda o que já é bem confuso.
Tão confuso que já tem até grupo de pessoas, sociólogos e psicólogos tentando destrinchar os motivos que levam as pessoas a votarem de um jeito e não de outro, a preferirem um candidato a outro. E como isso tem implicações no resultado e mais ainda: no que será feito e como será feito pelos candidatos vencedores.
Mas uma coisa todo mundo concorda: o eleitor está mudando e isso tem gerado mudanças também no perfil dos candidatos vencedores. Se é pra melhor ou pra pior, só o tempo vai dizer.
O que não dá pra ignorar é que nosso voto, o seu voto, o voto da maioria é que vai definir a nossa vida, pelo menos pelos quatro anos seguintes à eleição.
Não dá para achar que nosso voto não vale nada, que tanto faz e que é melhor tocar o f*-se pra ver o circo pegar fogo, porque nós estamos dentro do circo, sacou?
Apesar de achar que o eleitor ficou mais exigente, tem acesso a mais informação, a verdade é que o eleitor tem se manifestado mais pela emoção, pelo grito, pela revolta com determinados assuntos como a corrupção, a falta de segurança, o desemprego, o preço da comida, essas coisas da vida!
Mas a emoção é, muitas vezes, enganada por noticias falsas, fofocas e calúnias.
As redes sociais viraram uma arena onde as opiniões dos eleitores se chocam ou se anulam, provocando uma polarização que está levando o eleitor a ficar estagnado, congelado em seu ponto de vista. Ou estou certo e o outro errado ou vice-versa.
Isso precisa mudar, para que mudanças mais profundas possam acontecer. Está nas mãos do eleitor mudar os destinos do país, do estado, da cidade onde vivem, estudam, trabalham e tem sua família.
Sem essa consciência, nenhuma mudança para melhor é possível.
Dizem que o eleitor mudou. Mudou em quê? Só porque virou um internauta, ligado nas redes?
A mudança que tem que acontecer é mais profunda, concorda? Se você quer um país melhor, com mais oportunidades, você precisa mudar a sua maneira de ver a política. Precisa cair na real!
A vida, mano, não para. E se você deixar, a vida pode te levar para um lugar melhor ou pior. Mas isso depende de você.
Pra encerrar: fora da política não há solução. E fora da democracia, com todos os seus defeitos, o que temos são regimes autoritários, ditatoriais.
Pense nisso e sinta-se feliz por poder escolher, livremente, aqueles que vão dirigir a nossa vida, que vão fazer leis e promulgar decretos que vão influenciar a sua, a nossa, a vida de todos.


